Exame de sangue na gravidez

EXAME DE SANGUE NA GRAVIDEZO sangue da futura mãe é examinado no início da gravidez. Nesse momento, é checado seu grupo sanguíneo e é verificado se existe uma proteção imunológica contra determinadas enfermidades que podem ser perigosas para a criança.

Além disso, o exame detecta anemia e diabetes. Esses exames são em parte repetidos, posteriormente, para excluir uma infecção durante a gestação.

Mais à frente, depois da 26ª semana de gravidez, o exame de sangue será repetido, para novamente verificar as taxas de açúcar no sangue, pois nesse período o corpo da mulher tem dificuldade de assimilar o açúcar.

Exames sorológicos vêm de soro, assim é denominado em medicina o sangue sem seus componentes sólidos (por exemplo, partículas vermelhas do sangue).

Veja o que se esconde por trás das expressões médicas técnicas.

  • A pertinência a um grupo sanguíneo e o fator Rhesus (Rh) são estabelecidos para excluir o caso raro de uma incompatibilidade entre o sangue materno e o da criança. Caso a mulher seja Rh negativo e o homem Rh positivo, existe a chance de o sangue do bebê ser positivo e, portanto, há o risco de o corpo dela produzir anticorpos contra o sangue do bebê. A partir desse exame é possível impedir a produção de anticorpos com o uso de medicação. A definição do grupo sanguíneo da mãe é importante, também, para o caso de ser necessária uma transfusão de sangue.
  • A sorologia para rubéola confirma se você é imune a rubéola, por vacina ou por ter tido contato com a doença. A rubéola pode ser muito perigosa para o embrião na gravidez inicial.
  • A sorologia para citomegalovírus indica se a paciente já foi infectada ou não pelo vírus.
  • Já o exame para reação para toxoplasmose acusa se a grávida já teve alguma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Esse micro-organismo pode provocar danos no sistema nervoso e na visão do feto. A toxoplasmose é uma doença infecciosa que é transmitida principalmente por meio de contato muito próximo com fezes de gatos e pelo consumo de carne crua contaminada. Uma primeira infecção na gravidez causa danos graves ao sistema nervoso central (SNC) da criança, mas também a outros órgãos.
  • VDRL é a sigla em inglês para venereal disease research laboratory, ou seja, uma pesquisa laboratorial para detectar doença venérea. Esse exame identifica a presença de sífilis. Acontece que a bactéria por trás desse mal, o Treponema pallidum, pode provocar aborto, parto prematuro e más-formações, caso a mãe seja portadora do micro-organismo.
  • Com a pesquisa do antígeno HBs do soro é verificada uma possível infecção por hepatite B (infecção do fígado) da mãe. No caso de parecer HBSAG positivo, o recém-nascido deve ser vacinado após o parto. Também é feita a sorologia para hepatite C.
  • Também é necessário fazer um teste de AIDS (HIV – vírus da imunodeficiência humana) na gravidez. Mostra a presença do vírus que causa a doença.
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